Utilizando o calçado correto para a proteção dos pés

calcado-couro-ambientesDiversas atividades profissionais trazem riscos elevados aos membros inferiores do trabalhador, razão pela qual cada profissional precisa utilizar o equipamento de proteção individual adequado ao risco específico a que está submetido.

Estes riscos são peculiares a cada trabalho. Por vezes, os riscos afetam os membros inferiores do trabalhador ameaçando a mobilidade do profissional diretamente pelos pés, como por exemplo em atividades em que o empregado está sujeito à queda de objetos pesados ou pontiagudos.

O empregador deve avaliar bem a atividade exercida em sua empresa, pois muitas vezes este risco é fortemente presente, porém completamente ignorado. É o caso, por exemplo, de atividades de preparação de alimentos em cozinhas de restaurantes, bares e padarias, onde existe o risco de queda de facas, porém muitos empregadores não fornecem calçado especial aos seus empregados.

É importante lembrar que é mais benéfico para o empregador implementar o uso de calçados de protejam os pés dos riscos presentes no ambiente de trabalho, ainda que isso implique em investimento financeiro, do que arcar com os elevados custos de afastamento e substituição de trabalhadores, bem como de cobrança de indenizações.

Ainda, em diversas atividades os riscos são ainda mais elevados, não afetando apenas os pés dos trabalhadores, mas toda sua integridade física ou mesmo a própria vida do trabalhador. É o caso, por exemplo, de atividades em que há risco de descarga elétrica.

Logicamente, este tipo de ambiente de trabalho requer do empregador especial cautela, implementado não apenas o uso do correto calçado de proteção, mas também fiscalizando e exigindo diariamente seu uso.

Infelizmente, tem sido muito comum que os empregadores permitam o uso de calçados que são resistentes, possuem solado grosso, dentre outras características, porém não são efetivamente reconhecidos pelo Ministério do Trabalho e Emprego como Equipamento de Proteção Individual – EPI.

O calçado de proteção não é um calçado qualquer. Trata-se de um EPI que deve ser fiscalizado e aprovado pelo Ministério do Trabalho e Emprego através de um Certificado de Aprovação (C.A.).

Tal certificado atesta que o calçado atende aos requisitos necessários para conferir proteção efetiva e completa ao trabalhador, tornando-o digno da confiança do empregado e do empregador.

Portanto, vale ressaltar: o trabalhador não pode colocar razões de mera estética ou conveniência acima de seu bem-estar. Já o empregador não pode colocar razões de custo acima da proteção que deve outorgar ao seu funcionário, nem relaxar a fiscalização do uso correto dos calçados de proteção.

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